Aquecimento Oscar: as décadas de 1980, 90 e 2000

Quem disse que clássico tem que ser muito antigo? Nos últimos 37 anos também foram produzidos muitos e muitos clássicos, ganhadores do Oscar ou não (os anos 80 então, são um verdadeiro celeiro de filmes inesquecíveis). Entre esses longas, tiveram os que conseguiram carregar para casa o prêmio de melhor filme do ano. Vamos conhecer alguns deles?

 

DESTAQUES DA DÉCADA DE 1980

Trilhas inesquecíveis como a de Carruagens de Fogo e biografia suntuosas marcaram a década de 1980 entre os vencedores do Oscar de Melhor Filme. Vamos destacar 3 ganhadores.

 

Amadeus

(dirigido por Milos Forman | EUA, 1984)

Minha nota: ★★★★★★★★★★ [10]

amadeus-oscar

Apesar das 3h de duração (porque eu vi a versão do diretor, a que foi para os cinemas tem 20 minutos a menos), não é um filme cansativo ou que dê aquela sensação de ser longo demais. Pelo contrário: é bem interessante ver como o autor da peça de teatro, que também roteirizou o filme, imaginou o embate entre Mozart e Salieri, fantasiando inclusive, de forma até lírica, como se deu a estranha e precoce morte do compositor austríaco.

Platoon

(dirigido por Oliver Stone | EUA, 1986)

Minha nota: ★★★★★★★★★☆ [9]

platoon1-oscar

Durante a Guerra do Vietnã, um pelotão de soldados americanos, a maioria bem jovem e que acaba de chegar ao combate, enfrenta os dilemas morais da guerra. O quanto vale uma vida? Qual o seu direito de decidir quem morre e quem vive? Quem é o verdadeiro inimigo?

O filme é bastante objetivo, mas sem frieza, e até da atuação do Charlie Sheen e ótima. Mas meu personagem favorito, sem dúvidas, foi o do sargento vivido por Willem Dafoe, que tentava aplicar os seus valores mesmo no ambiente de batalha. Saudades de quando Oliver Stone fazia filmes assim.

 

Rain Man

(dirigido por Barry Levinson | EUA, 1988)

Minha nota: ★★★★★★★★☆☆ [8]

rainman-oscar

Charlie Babbit e seu ego gigante viajam pelo país com seu irmão autista recém-descoberto, Raymond, depois que o pai deles morre e deixa toda a fortuna de U$ 3 milhões para o segundo.

Com uma atuação no mínimo impressionante de Dustin Hoffman, este ganhador de 4 estatuetas é uma verdadeira lição de vida e aceitação.

Menção honrosa: Gandhi, de Richard Attenborough (1982)

 

DESTAQUES DA DÉCADA DE 1990

Aqui também tem clássico, sim senhor! Uma década marcada por muitos avanços na tecnologia do cinema, que permitiram feitos como Titanic. Vamos aos destaques?

 

O Silêncio dos Inocentes

(dirigido por Jonathan Demme | EUA, 1991)

Minha nota: ★★★★★★★★★★ [10]

O-Silêncio-dos-Inocentes-oscar

Uma jovem agente do FBI precisa contar com a ajuda de um criminoso perigoso e manipulativo para conseguir colocar as mãos em outro assassino. Quem nunca ouviu falar em Hannibal Lecter, um brilhante psiquiatra que passou a praticar canibalismo?

Anthony Hopkins é impecável no papel. A atmosfera do filme é tensa do início ao fim, e piora quando Clarice, interpretada por Jodie Foster, faz suas visitas a Lecter. Os diálogos são arrepiantes. Filme obrigatório pra quem curte um bom suspense policial.

 

Titanic

(dirigido por James Cameron | EUA, 1997)

Minha nota: ★★★★★★★★★☆ [9]

Titanic-oscar


Apesar de não se tratar de uma biografia – sendo uma mistura de fato real com romance fictício -, acho que também dispensa apresentações, né? É difícil conhecer alguém que não tenha visto Titanic. E é Impossível não reconhecer a grandiosidade e a importância desse filme para o mundo do cinema. Pode ter um probleminha ou outro no roteiro, Pode sofrer com alguns clichês e até algumas cafonices, mas não deixa de ser lindo por isso. Jack e Rose são eternos!

 

Beleza Americana

(dirigido por Sam Mendes | EUA, 1999)

Minha nota: ★★★★★★★★★★ [10]

AmericanBeauty-oscar

A crise da meia idade chegou para Lester. Frustrado profissionalmente, sexualmente e psicologicamente, ele acaba se empolgando um pouco demais com a chegada de uma garota na vida da família, a nova melhor amiga de sua filha adolescente.

Para os mais desatentos, Beleza Americana pode parecer não ter nada de tão especial. Mas sua genialidade absoluta se encontra nos detalhes que contribuem com a história de uma forma tão perfeita, em um nível muitas vezes fora do consciente do espectador. Além da ótima atuação de Kevin Spacey, Annette Bening também arrasa demais no papel da esposa de Lester, Carolyn.

Menção honrosa: Forrest Gump: O Contador de Histórias, de Robert Zemeckis (1994)

 

DESTAQUES DA DÉCADA DE 2000

A virada do milênio veio e nem por isso o Oscar ficou mais justo. Muita gente, por exemplo, não concorda com a vitória do musical Chicago, em 2002/2003. Mas, dessa década, o que dói mais provavelmente é a derrota de O Segredo de Brokeback Mountain para o esquecível Crash – No Limite, em 2005/2006. Mas, vamos falar de coisa boa!

 

Gladiador

(dirigido por Ridley Scott | EUA, 2000)

Nota: ★★★★★★★★☆☆ [8]

GLADIATOR-oscar

Maximus viu sua família ser destruída após uma traição. O personagem de Russell Crowe vira um escravo e então busca vingança contra o filho do Imperador Romano como um gladiador, onde precisará sobreviver aos jogos para completar seu objetivo.

O que dizer? O filme é tecnicamente maravilhoso, tem uma trilha sonora e uma fotografia de babar. Russell Crowe está ótimo no papel de Maximus e, não à toa, levou o Oscar para casa, derrotando até o Náufrago do Tom Hanks.

 

O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei

(dirigido por Peter Jackson | EUA, 2003)

Minha nota: ★★★★★★★★★★ [10]

lord-of-the-rings-return-of-the-king-cast-oscar

A saga pela Terra Média chega ao fim sendo coroada com TODOS os 11 Oscars a que concorreu. Se os filmes anteriores da trilogia conseguiram apenas prêmios técnicos, esse aqui finalmente deu a Peter Jackson seu Oscar de Melhor Diretor, além de ter levado também o de roteiro adaptado e filme.

Está empatado  com Ben-Hur (1959) e Titanic (1997) como os filmes que mais ganharam Oscar na história. Será que em 2017 La La Land vai bater esse recorde?

 

Os Infiltrados

(dirigido por Martin Scorsese | EUA, 2006)
Nota: ★★★★★★★★★☆ [9]

the_departed-oscar

O verdadeiro jogo de gato e rato, com um policial infiltrado na máfia e um mafioso infiltrado na polícia, sem ninguém nem desconfiar. Eles precisam descobrir um ao outro.

Um filme daqueles que, quando mais você revisita, mais percebe novas nuances que nem tinha visto ainda. DiCaprio aqui está mais maduro e enfrenta um Jack Nicholson meio surtado sem fragilidade. E é incrível o ritmo imposto pela edição de Thelma Schoonmaker e pela direção de Martin Scorsese. Essa parceria de anos (desde os anos 1960) continua rendendo bons frutos até hoje.

Menção honrosa: Chicago, de Rob Marshall (2002)
Roseana Marinho

Roseana Marinho

Publicitária, desde a adolescência apaixonada pela sétima arte, opina e debate sobre as obras cinematográficas. Ama literatura, astronomia e história e é tão eclética que faz ballet clássico e kung fu. Nas horas vagas, além dos filmes, também vê muitas séries.

roseanam has 30 posts and counting.See all posts by roseanam

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *