Em cartaz: Doutor Estranho já está nos cinemas

Doutor Estranho

(dirigido por Scott Derrickson | EUA, 2016)

Nota: ★★★★★★★★☆☆ [8]


Você já pode conferir o grande filme do super-herói do momento.

Para falar a verdade, Doutor Estranho acaba sendo um pouco mais que apenas um filme de super-herói. A qualidade dos trabalhos da Marvel aparece novamente, e é destacada a profundidade do personagem, um humano cheio de defeitos em uma jornada para ele (e nós) inimaginável.

O Dr. Stephen Strange é um talentoso neurocirurgião com um ego gigantesco. Após um acidente que prejudicou totalmente sua mais importante ferramenta de trabalho – suas mãos – ele está disposto a qualquer coisa para ter sua vida normal novamente. E é aí que ele ouve falar de Kamar-Taj. Trata-se de uma comunidade no Nepal, onde mora a Anciã, que pode ajudar Strange a conseguir se curar. Começa uma viagem por artes místicas, magia, filosofia oriental e nada menos que um absoluto show de imagens; pense em A Origem, junte com Gravidade, coloque as cores de As Aventuras de Pi e multiplique o resultado por 3.

Apesar de seguir a forma de bolo da Marvel, inserindo piadinhas para dar um alívio cômico até onde é desnecessário, e de não causar tanto impacto emocional, Doutor Estranho enche os olhos e oferece uma história que segura a atenção do espectador. Scott Derrickson, que é essencialmente diretor de filmes de terror (como A Entidade e O Exorcismo de Emily Rose), é competente na direção, mas falha aqui e ali no roteiro, escrito em parceria com Jon Spaihts e C. Robert Cargill. Felizmente, nada que prejudique totalmente o filme.

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Tilda Swinton e Benedict Cumberbatch

Benedict Cumberbatch se revelou uma ótima escolha para o herói, assim como Tilda Swinton para a Anciã. Nos quadrinhos, a personagem na verdade era um Ancião, homem, mas quem se importa quando chamam a Tilda Swinton com seu ar andrógino e versatilidade?

O resultado geral é bem positivo, com um 3D que realmente faz diferença, tornando a experiência toda ainda mais completa. Assisti no Cinesystem e foi sensacional. Em geral, evito filmes em 3D. Na maioria das vezes, não acrescenta em nada (ou só deixa a imagem mais escura). Aqui a história é outra – se você puder ver em 3D, provavelmente não vai se arrepender: o custo benefício compensa.

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Mads Mikkelsen vive o vilão Kaecilius.
Roseana Marinho

Roseana Marinho

Publicitária, desde a adolescência apaixonada pela sétima arte, opina e debate sobre as obras cinematográficas. Ama literatura, astronomia e história e é tão eclética que faz ballet clássico e kung fu. Nas horas vagas, além dos filmes, também vê muitas séries.

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