Em cartaz: La La Land

Um dos fortes candidatos ao Oscar de Melhor Filme, La la land, está nos cinemas

Eu precisei esperar um tempo para colocar todas as emoções que esse filme me causou em ordem. O fato é que fazia um certo tempo que eu não chorava tanto em uma sala de cinema. E não, o filme não é um drama pesado, mas é tão cheio de realidades e sonhos e emoções que fica quase impossível não se identificar com algum ponto ou pelo menos se apaixonar tanto pelos personagens e torcer para eles.

Mia e Sebastian, uma aspirante a atriz e um pianista de jazz, se encontram por acaso na movimentada Los Angeles, a cidade dos sonhadores. Eles iniciam uma relação não só amorosa, mas de cumplicidade em relação aos objetivos um do outro em suas carreiras.

Na vida, precisamos fazer escolhas. Algumas são certas; outras, nós só achamos que são as certas e vão levar a outros caminhos diferentes (o que não significa que sejam necessariamente caminhos ruins, apenas resultados diferentes do que esperávamos). O filme é sobre isso: sobre fazer as coisas com paixão, sobre deixar a força dos sonhos e do amor nos impulsionar e nos levar além de onde achávamos ser capazes.

Cinematograficamente, o filme é um show em todos os aspectos: fotografia e direção de arte impecáveis, contribuindo para dar o tom de cada parte da história com as cores e enquadramentos que nos fazem perceber perfeitamente as emoções e o estado de espírito dos personagens. O roteiro vem cheio de lindas referências a grandes clássicos do cinema e com uma trama cativante. As atuações são totalmente merecedoras de toda a saraivada de prêmios e indicações que vêm recebendo – Ryan Gosling e Emma Stone devem ser os protagonistas mais carismáticos do ano.

E eu cheguei até aqui sem nem mencionar que é um musical. A trilha me encantou desde que ouvi pela primeira vez, ainda em dezembro, sem ter visto o filme. Músicas deliciosas que fazem a gente querer sair cantando do cinema. Aliás, é um musical que pode agradar até mesmo quem não é tão fã do gênero, já que a maior parte das músicas são encaixadas de forma mais natural e sem exageros.

Em resumo: um filme para românticos, para sonhadores e, principalmente, que me fez sair do cinema com o coração transbordando de vontade de viver. Esse é La La Land. A nova obra-prima de Damien Chazelle.

Roseana Marinho

Roseana Marinho

Publicitária, desde a adolescência apaixonada pela sétima arte, opina e debate sobre as obras cinematográficas. Ama literatura, astronomia e história e é tão eclética que faz ballet clássico e kung fu. Nas horas vagas, além dos filmes, também vê muitas séries.

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