Filmes da semana: vistos de 05 a 11/12

Resolvi trazer para cá para o Rota 82 algo que eu já faço normalmente no Facebook, que é dar uma breve opinião sobre absolutamente todos os filmes a que assisto. Assim vocês ficam sabendo o que acho de tudo o que ando vendo e podem procurar para assistir também. Fiquem à vontade para comentar, concordando ou discordando. 😉

Estes foram os filmes que vi entre os dias 05 e 11 de dezembro.

Mogli: O Menino Lobo
(dirigido por Jon Favreau | Reino Unido/EUA, 2016)
Nota: ★★★★★★★★☆☆ [8]

Nunca fui tão apaixonada pelo desenho, mas esse live action cumpre muito bem o que propõe e com efeitos lindos! Os animais são muito reais e a interação do Neel Sethi, o garoto que faz o Mogli, com eles ficou supernatural. É a história do menino que é criado por lobos e se aventura ao lado dos seus amigos Bagheera, uma pantera, e Baloo, um urso, enquanto foge das garras do tigre Shere Khan.

Assisti no idioma original e as vozes foram muito bem escolhidas… bem, exceto o Christopher Walken como o Rei Louie. Mas o Idris Elba como Shere Khan merece todos os prêmios de dublagem do ano! Perfeito! A aventura realmente cativa e prende o espectador. A direção do Jon Favreau mais uma vez merece palmas. Muito legal!

 

Demônio de Neon
(dirigido por Nicolas Winding Refn | França/Dinamarca/EUA, 2016)
Nota: ★★★★☆☆☆☆☆☆ [4]

O filme conta a história de Jesse, uma garota linda e simples que se muda para Los Angeles para ser modelo. Lá ela conhece outras garotas completamente obcecadas com beleza e perfeição.

Assim como suas personagens, o filme também parece um exercício de obsessão pela beleza estética, mas não carrega muito conteúdo. Isso pode ter sido uma sacada do diretor e roteirista Refn, mas, na minha opinião, beirou a estupidez. Nos deparamos com pelo menos 3 personagens que aparecem, dão a impressão de serem peças chave e, de repente, somem da narrativa. A premissa é até boa, mas se contenta em se arrastar apenas de forma rasa, com cenas polêmicas totalmente gratuitas. É um filme que grita “olha como sou moderno e artístico” do início ao fim, o que incomoda bastante.

Então, além da fotografia linda, da atuação da Jena Malone e do carisma da Elle Fanning, não vi muito o que salvar daqui. É como ouvi dizer: bonito e ordinário.

 

Anthropoid
(dirigido por Sean Ellis | República Tcheca/Reino Unido/França, 2016)
Nota: ★★★★★★★★☆☆ [8]

Mas que beleza de filme este aqui, trazendo para as telas mais uma das grandes histórias da II Guerra Mundial! É a história da Operação Antropoide, que objetivava assassinar o terceiro cabeça mais importante do Partido Nazista alemão, atrás apenas de Hitler e Himmler, o General Richard Heydrich. Heydrich foi um dos principais arquitetos do Holocausto e era uma espécie de Governador da Tchecoslováquia, que estava sob domínio alemão.

Sem enrolar, o filme é direto e ainda assim bem emocionante e bem dirigido. Juro que não entendi porque ganhou tantas notas medianas e até baixas de muitos críticos internacionais. Achei realmente muito bom!

 

Kubo e as Cordas Mágicas
(dirigido por Travis Knight | EUA, 2016)
Nota: ★★★★★★★★★☆ [9]

Muito legal essa aventura, que é encantadora e ao mesmo tempo carrega tons sombrios e um roteiro inteligente.

Kubo precisa encontrar a espada, a armadura e o elmo que pertenceram ao seu pai para conseguir lutar contra poderosas forças do passado.

Gosto muito do estilo da animação da Laika Entertainment, mesmo estúdio responsável por A Noiva Cadáver, Coraline e ParaNorman (é, todos eles têm esse lado sombrio, haha). A mensagem de Kubo é muito positiva e o resultado final é, realmente, como falei no início, encantador, fazendo dele um dos melhores filmes de animação do ano.

 

A Bruxa
(dirigido por Robert Eggers | EUA/Reino Unido/Canadá/Brasil, 2015)
Nota: ★★★★★★★★★☆ [9]

Nova Inglaterra, século XVII. Forças obscuras e desconhecidas acabam com a paz de uma família de imigrantes camponeses que veem tudo em sua vida apenas através da fé e religiosidade.

Não espere um filme de terror cheio de sustinhos tolos. A Bruxa é terror psicológico lindamente executado, que mexe muito mais com a angústia do que com o medo do espectador. Funciona bem como uma crítica ao fundamentalismo religioso, ao mesmo tempo que compreende e abraça a fé de alguns personagens. Traz ainda uma metáfora social bem aplicada, que eu só posso explicar com o ditado popular “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” (e aí só quem viu o filme vai entender realmente).

 

Snowden: Herói ou Traidor
(dirigido por Oliver Stone | França/Alemanha/EUA, 2016)
Nota: ★★★★★★☆☆☆☆ [6]

A trajetória de Edward Snowden, responsável por revelar ao mundo como todos estamos sendo constantemente observados a partir de ligações telefônicas, e-mails, redes sociais e todos os rastros que deixamos na internet. O filme mostra como Snowden entrou na CIA e depois na NSA e o que o levou a tomar a atitude que causou um grande abalo diplomático mundial.

Apesar do complemento ao título na versão em português praticamente trazer uma pergunta, o filme claramente absolve Snowden de qualquer possível erro, enquanto julga o governo americano pela falta de transparência com a população mundial em nome da dita segurança.

Não é um filme ruim, mas esperava que ele me trouxesse algum tipo de emoção, o que não acontece. Se não fosse pelos flahsbacks e pelos atores, eu poderia jurar que estava revendo Citizenfour, documentário de 2014 sobre Snowden (e que vemos ser filmado no longa de Stone, com Melissa Leo no papel da diretora Laura Poitras).

Roseana Marinho

Roseana Marinho

Publicitária, desde a adolescência apaixonada pela sétima arte, opina e debate sobre as obras cinematográficas. Ama literatura, astronomia e história e é tão eclética que faz ballet clássico e kung fu. Nas horas vagas, além dos filmes, também vê muitas séries.

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