Minha identidade em 10 filmes

Pensei na melhor forma de começarmos nossa conversa sobre cinema. Sim, uma conversa. Gosto de falar de filmes, discuti-los, dissecá-los, refletir. Meu olhar é bem pessoal, mas gosto de compartilhá-lo.

Já que a conversa é sobre a Sétima Arte, nada melhor que falar sobre alguns dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Assim, vocês poderão entender o meu olhar sobre o mundo cinematográfico. Foi difícil fechar uma lista tão pequena, já que tenho mais de 50 filmes entre meus favoritos.

Bom, aqui vamos nós!

 

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Um clássico: A Malvada (All About Eve, 1950), de Joseph L. Makiewicz
Gosto de muitos filmes da chamada Era de Ouro do cinema, mas um dos meus favoritos é A Malvada. O filme conta a história de uma renomada atriz de teatro, Margo Channing (Bette Davis), que abriga em sua casa, como ajudante, o que parece ser uma fã inocente. Aos poucos, Margo vê que as intenções da moça vão além de ser ajudante de seu ídolo. Uma aula de atuação de Bette Davis, ou melhor, do elenco inteiro.

 

 

 

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Um romance: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004), de Michel Gondry

O romance de Joel, um homem tímido e inseguro, e Clementine, uma mulher imprevisível e cheia de energia. Quando as coisas dão errado, Clementine utiliza o serviço da clínica Lacuna Inc. para apagar o ex da memória. Ao descobrir, Joel resolve fazer o mesmo, mas se arrepende no meio do processo e tenta salvar as memórias que restaram. Filme lindo e genial.

 

 

 

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Um suspense: Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), de Alfred Hitchcock
E se você começasse a espionar seus vizinhos e se convencesse que um deles cometeu um assassinato? É o que acontece com Jeff (James Stewart) quando, em seus dias de ócio preso dentro de seu apartamento por conta de uma perna quebrada, resolve bisbilhotar a vida alheia pela janela. Ele conta com a ajuda de sua namorada, vivida por Grace Kelly, e sua enfermeira (Thelma Ritter) para investigar o caso. Mistério de primeira categoria, dirigido pelo mestre Hitchcok, ou seja, garantia de surpresas positivas e uma fotografia incrível.

 

 

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Uma animação: A Bela e A Fera (Beauty and The Beast, 1991), de Gary Trousdale e Kirk Wise

Assim como Aladdin e O Rei Leão, esse clássico da Disney marcou a infância de muitas crianças dos anos 1990 e comigo não foi diferente. A história encantadora de uma garota corajosa e com a mente muito mais aberta que a da população de sua cidadezinha do interior. Ela consegue ver o lado bom em uma criatura onde todos só veem um monstro, até ele próprio. Todas as personagens são tão carismáticas que depois você vai na cozinha e deseja que as suas xícaras também te deem “bom dia”.

 

 

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Uma aventura: O Senhor dos Anéis (The Lord of The Rings, 2001, 2002, 2003), de Peter Jackson

Sim, tem suas diferenças em relação ao livro, como em qualquer adaptação. Mas as escolhas foram tão felizes que resultaram em uma trilogia belíssima. Como a história já era maravilhosa (obrigada, Tolkien!), passar toda essa atmosfera para a telona juntando drama, aventura, ação, fantasia, romance e até comédia, com certeza exigiu muito da produção e eles acertaram na mosca. Desde a escolha do elenco, a construção cuidadosa do roteiro, o figurino e maquiagem impecáveis, cenários, os efeitos visuais e a trilha sonora: tudo foi feito para envolver o espectador que aprecia o gênero.

 

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Um drama: Conta Comigo (Stand By Me, 1986), de Rob Reiner
Um dos mais belos filmes sobre amizade já feitos, foi por muitos anos um dos queridinhos da Sessão da Tarde (quando filmes bons eram bem comuns no horário, como Clube dos Cinco, De Volta Para o Futuro e Edward Mãos de Tesoura). Fácil de se identificar com a situação de relembrar uma aventura da infância/adolescência com seus antigos amigos.

 

 

 

 

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Um filme sobre a sociedade: Ela (Her, 2013), de Spike Jonze

Me identifico muito com o Spike Jonze e esse é o melhor filme dele, para mim. Aqui, acompanhamos Theodore (Joaquin Phoenix), um homem solitário que acaba se apaixonando de verdade por um novo sistema operacional. O filme é um ótimo estudo da nossa relação com o digital, o fato de estarmos nos afastando cada vez mais de quem está a nossa volta para interagir com o eletrônico.

 

 

 

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Um filme sobre mulheres: Alice Não Mora Mais Aqui (Alice Doesn’t Live Here Anymore, 1974), de Martin Scorsese

Uma mulher tenta conciliar seu sonho com a responsabilidade de criar sozinha seu filho precoce, depois da morte do marido. Mesmo sendo dos anos 1970, a temática não deixa de ser atual, tratando de mulheres que precisam, sozinhas, achar sua força interior para continuar a vida. É um dos poucos filmes centrados em uma personagem feminina de Martin Scorsese e, para mim, uma obra-prima.

 

 

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Um filme brasileiro: O Menino e O Mundo (2013), de Alê Abreu

Uma animação brasileira, com traços que parecem de desenhos feitos por crianças e que, apesar de não conter falas, comunica mais que muitos filmes por aí. Concorreu ao Oscar de Melhor Animação no início de 2016, mas infelizmente não levou. As aventuras e emoções de um menino do interior, que ao ver seu pai ir embora, vaga pelo mundo e pela imaginação à procura dele. A trilha é linda também. Show!

 

 

 

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Um filme europeu: A Fita Branca (Das weiße Band – Eine deutsche Kindergeschichte, 2009), de Michael Haneke

Como a maioria dos filmes que citei é americano, decidi citar também um dos muitos grandes filmes europeus. Michael Haneke é muito lembrado por Amor, mas eu gosto mais de A Fita Branca. Um drama cru e cruel ambientado na Alemanha do início do século XX. Diversos incidentes e crimes começam a acontecer nessa pequena vila alemã, e um professor resolve investigá-los. Quem estaria por trás disso? Até que ponto podemos dar o benefício da dúvida ou considerar alguém inocente simplesmente por sua idade? O filme faz o espectador refletir e é um soco no estômago.

Roseana Marinho

Roseana Marinho

Publicitária, desde a adolescência apaixonada pela sétima arte, opina e debate sobre as obras cinematográficas. Ama literatura, astronomia e história e é tão eclética que faz ballet clássico e kung fu. Nas horas vagas, além dos filmes, também vê muitas séries.

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